terça-feira, 23 de maio de 2023

Ex-modelo do Brasil



 usinas de asfalto


você contribuinte sabia?

que os seus impotos são para

manter duas usinas de asfalto

em nossa Curitiba situadas uma 

no bairro Abanges e a outra no CIC norte?

mas nossas ruas onde moramos ...

bairros mais distantes o velho 

esburacado antipó ja nem existe mais,

ou as ruas que paracem uma colcha de retalhos.

onde até para anda se vira o pé causando

sérias lesõeos, afastamento de trabalhos.

você, que finge não ver, porque só anda

nos bairros nobres, esquece que seu pavimento

também é pago pelos contribuintes das vilas

mais afastadas da capital ex-modelo do Brasil!

Amaury Nogueira

Poeta Paranaense

Retrato da mãe asiática e da sua bebê mestiça negra em sala branca

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Não queria voltar mais...
Mais até quando vou ver
os nossos rios chorando,
agonizando e morrendo?
Onde está as associações,
os orgãos que deveriam
denunciar os matadores?
Os quais ignoram e destroí
o nosso maior patrimônio,
as águas dos rios, que um
dia embelezaram a Capital
do meu Paraná!


Amaury Nogueira
Poeta Paranaense

terça-feira, 18 de abril de 2017

Nó na Garganta



Um nó na garganta tira o fôlego,
sabendo disso: apertam cada dia mais...
Nós impede de sairmos aos domingos
e feriados para aquele passeio no parque
com a família ou das reuniões com
os amigos aos sábados a tarde...
Aumentaram o preço do transporte coletivo,
dos combustíveis e alimentação para limitar
o acesso ao lazer e confraternizações.
Conseguiram as enclausurar  para os trabalhadores
nos finais de semana, com os salários baixos
e ameaças de demissões.
Sobrando somente o amanhecer para irmos
ao trabalho e o anoitecer para o descanso,
sendo assim submetemos as regras para garantir
as compras de alimentação e algumas roupas
baratas ou de brechós, para comprar o material
escolar e para poucos ainda resistentes
cursar uma faculdade.
O meu e nosso fôlego já está no fim e ainda
continuam apertando...
Mais para que não possamos nem vir a falar...
Já estão retirando dezenas de anos das conquistas
trabalhistas, através de "PEQUES" mais, sem
mexer em um só "direitos deles políticos"
que nos desgovernam em nome de uma crise.
Criam a mais alto recessão da história do Brasil,
e somos amordaçados para não lutar.
Pois, nos ameaçam de tirar o mínimo que temos!
A hora é agora de virar a mesa...
Ou nossos descendentes terão que amargar séculos
para chegar as conquistas que atingimos
com mortes de muitos trabalhadores e trabalhadoras.
Levantamo-nos ó povo adormecido!

      Amaury Nogueira
Escritor e Poeta Paranaense

segunda-feira, 6 de março de 2017

Porque

Porque meus olhos se fecham
para não ver a mendicância
em minha cidade?
Porque não aflora minha indignação
ao ver seres humanos dormindo
no puro papelão?
Será porque eu venci a fome?
Será que ainda bate um coração
em meu peito e se bate porque
dia a dia não cinto compaixão?
Desde pobre ser, que um dia
foi um cidadão!

Amaury Nogueira
Poeta Paranaense

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Uma Capital Modelo


Título merecido nos anos noventa, Curitba tornou-se 
a capital dos sonhos, após uma novela… 
 Com uma ótima infla-estrutura para aqueles dias, 
transporte coletivo relativamente barato, muitas opções 
de lazar belas praças e parque muito bem cuidados pelos gestores da época… 
Veio o bumm habitacional e Curitiba projetada para ser a Capital das flores, dos sonhos… 
O modelo foi desconfigurando e tornou-se;
a capital do medo, da insegurança da desesperança, 
para muitos que chegaram sem cursos e sem oberter uma qualificação 
e esses foram empurados a viverem em casas de compensados, 
plásticos e papelão na periferia. 
Essa mesma população sem estruturas, avançaram para marquizes 
e para as belas praças de um pasado recente, e agora somos refens 
da população criada por nós de alguma forma, mesmo.
Pois deixamos  de  cobrar uma atitude dos governos mucicipais
que fecharam os olhos e deixaram estalar o caus...
Na capital de todos nós paranaense.
Amaury Nogueira

Escritor e Poeta Paranaense

Do Outro Lado


São muitas promessas, muitos sonhos… 
 São muitos querer, objetivos a conquistar 
 Mais, o tempo passa os compromissos vem, 
filhos, escola, faculdade, netos, escolas e lazer... 
Buscamos a cada dia, um lugar ao sol. 
 As vezes se expomos, outras nos recolhemos… 
 A dor da ausência no movimentos chega a se tornar fisíca, 
o subconciênte nos cobra mais, muitas vezes, 
os compromissos com “falsa ideologia” nos afasta da luta, 
pois são princípios que nos foram impunhados lá em criação, 
que não conseguimosquebrar. Sabemos que a luta é inteminavel, 
as vezes não falta ânimo, coragem 
e na maioria das vezes já estamos com o orçamento comprometido
e uma ausência no trabalho faz toda a diferênça, 
temos que replanejar nos dias, noites e fins de semana 
para conseguir atingir nossos objetivos de cidadões 
e trabahadores em um país onde somos descatáveis.

Amaury Nogueira 
Poeta e escritor Paranaense