A barriga doi
mas não estou doente
pensando bem estou sim
o diagnóstico é falta de emprego,
moradia, roupas quentes e um prato
de sopa hummm...
Ouvi falar em preconceito
mais onde vivo isso não existe
vejo como as batas brincam com os ratos
observo a ratazana indo e vindo pegar
do meu pão.
Quando consigo comer, os pombos vem para
dividir... Como as sobras de um restaurante.
Já estou acostumado a ser invisível perante
os seres andantes com seus ternos e gravatas
de saias e roupas da moda...
Não passo de um animal de rua e assim sobre vivo...
sendo apenas um entres milhares como eu.
Amaury Nogueira
Poeta Paranaense
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